Professor Vladmir Silveira

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De 7, só um curso de Direito de Campo Grande atingiu nota máxima no Enade

A única universidade pública da lista, UFMS obteve nota máxima no curso de Direito Somente uma universidade de Campo Grande alcançou o conceito máximo no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) no curso de Direito. O curso é um dos mais buscados pelos estudantes e é oferecido em sete instituições de ensino superior da Capital. O Enade é uma avaliação federal feita pelos concluintes do ensino superior e o resultado referente a 2018 foi divulgado na última semana pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O Enade avalia estudantes que estão no último ano da graduação, o objetivo é medir a qualidade dos cursos oferecidos nas universidades. As notas para os cursos são feitas com base nas provas feitas pelos acadêmicos. Segundo dados do Censo de Educação Superior de 2017, há 1,2 mil cursos de direito em funcionamento no Brasil, sendo o curso mais oferecido entre todas as graduações. Em Campo Grande, sete instituições oferecem o curso de direito e realizaram a prova do Enade: Anhanguera Uniderp, Centro Universitário Anhanguera, Estácio de Sá, Faculdade Campo Grande, Faculdade Mato Grosso do Sul, UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). De sete instituições, o curso de Direito alcançou a nota máxima em apenas uma: a UFMS. Na universidade federal, o conceito Enade foi cinco. De acordo com o INEP, a nota final da instituição em um determinado curso é o resultado da média ponderada da nota padronizada dos concluintes no componente específico e na formação geral. A UFMS é a única universidade pública que oferece o curso de Direito na Capital. Já entre as instituições particulares, o conceito no Enade ficou entre 2 e 3. Duas das universidades particulares mais populares da Capital, a Anhanguera Uniderp e a UCDB, alcançaram conceito 3 no Enade para o curso de Direito. O Centro Universitário Anhanguera também obteve conceito 3. Já a Faculdade Campo Grande, a Estácio de Sá e a Faculdade Mato Grosso do Sul obtiveram nota 2. Fonte: Midiamax Clique aqui para ler mais Notícias. 

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As 11 universidades do Brasil que entraram em ranking das melhores do mundo

Ana Carla Bermúdez UOL, São Paulo   O Brasil aumentou o número de universidades que entraram na lista do Times Higher Education, um dos principais rankings universitários do mundo. Liderada pela britânica Universidade de Oxford, a lista deste ano tem 46 universidades brasileiras, contra 35 no ano passado. O salto fez o Brasil passar de nono para o sétimo país com maior número de universidades na lista, deixando para trás nações como Chile, Itália e Espanha. Todas as 11 novas instituições brasileiras foram classificadas na faixa de mais de 1.001 —a classificação é feita em grupos a partir da posição 200. Na edição deste ano, foram avaliadas 1.396 universidades de 92 países pelo Times Higher Education, instituição britânica, que produz uma das principais avaliações educacionais do mundo todo.   Para este ranking global, critérios como ensino, pesquisa, citações, visão internacional e transferência de conhecimento são utilizados como indicadores de desempenho das universidades. Saiba quais são as universidades brasileiras que passaram a integrar o ranking:   Universidade de Caxias do Sul (RS) Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal do Espírito Santo Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre Universidade Federal de Ouro Preto (MG) Universidade Federal Rural do Semi-Árido (RN) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Universidade de Fortaleza Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Universidade do Estado de Santa Catarina Universidade Estadual de Santa Cruz (BA) Situação nacional Apesar de o Brasil ter ampliado a participação no ranking, a maior parte das universidades do país caiu ou estacionou na lista. A UFU (Universidade Federal de Uberlândia) foi a única universidade brasileira que caiu na classificação e não aparece no ranking deste ano. Melhor do país há pelo menos oito anos neste ranking, a USP (Universidade de São Paulo) manteve a posição nesta edição. A universidade apresentou uma melhora pontuação no quesito “impacto das citações”, em comparação ao ano passado, mas ficou entre a 251º e a 300ª melhor do mundo, mesma posição que alcançou no ano anterior. A estadual paulista é também a melhor universidade da América Latina. A segunda melhor do Brasil, a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no interior de São Paulo, saiu da faixa de 401-500 para a de 501-600. As 10 melhores universidades do mundo, segundo o THE: Universidades brasileiras no ranking A partir de 200, a colocação é feita em grupos   SC = sem classificação Fonte: Times Higher Education 2020 Levantamento anterior aos cortes A coleta mais recente de dados para a elaboração da lista global aconteceu em março de 2019. O período, portanto, não considera o contingenciamento de verbas por que passam hoje as universidades federais, já que o bloqueio foi imposto no fim de abril. Mesmo assim, a editora do ranking Ellie Bothwell demonstra preocupação com o futuro das universidades brasileiras. Na avaliação dela, “a crescente hostilidade do governo atual em relação à educação superior inspira pouca confiança”. “O fato de o Brasil agora ficar como o sétimo país com mais representação no ranking é certamente uma grande conquista, especialmente considerando a grandeza do seu contingente comparado com o ano passado. Isso traz muita visibilidade e presença do Brasil no cenário mundial”, diz. No ano passado, o Brasil perdeu posições pelo segundo ano consecutivo. “No entanto, é lamentável que todos os novos registros do Brasil estejam fora do top 1000 e que várias outras estejam fora da tabela. As constantes questões de financiamento e a falta de uma estratégia de ensino superior não ajudam a solucionar este problema”, avalia a editora. O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) diz ter como prioridade, na área da educação, o ensino básico. Em seu período à frente do MEC (Ministério da Educação), o ministro Abraham Weintraub vem acumulando polêmicas com o ensino superior. Weintraub já propôs reduzir a verba para cursos de filosofia e sociologia, disse que iria congelar os recursos das universidades que promovessem “balbúrdia” em seus campi, criticou reitores e disse, sem citar fontes, que um aluno de graduação custa dez vezes mais do que uma vaga em creche. Procurado pelo UOL, o MEC (Ministério da Educação) não se manifestou. Fonte: UOL

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10 mitos sobre a universidade pública no Brasil

Fonte: JORNAL USP Conhece alguma pessoa com pressão alta? Pode ser que ela use um remédio criado a partir de uma substância descoberta na USP. E pode ser que ela tenha ido ao médico com um aplicativo de transporte criado por nossos estudantes e tenha sido atendido gratuitamenteem um dos hospitais da Universidade. E também pode ser que depois da consulta esta mesma pessoa decida levar o filho em um museu de ciências, para aprender mais sobre um assunto que vai cair no vestibular. Essa curta história já desmente vários dos mitos envolvendo não só a USP, mas a universidade pública brasileira como um todo. Reunimos dez deles e explicamos se eles fazem mesmo algum sentido.   1 A universidade pública vive de costas para a sociedade As universidades públicas brasileiras são frequentemente rotuladas de “torres de marfim” e acusadas de viver “de costas” para a sociedade. Não é verdade. As universidades públicas prestam uma série de serviços importantes à sociedade, por meio de hospitais, museus, orquestras, teatros e outras atividades diversas de “extensão” — como são chamados esses serviços de atendimento à população. Só a USP tem 4 museus e 15 coleções, que recebem quase meio milhão de visitantes por ano, e cinco hospitais públicos, entre eles o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina,  que em 2018 realizou quase 1,5 milhão de atendimentos  e 50 mil cirurgias.A Universidade também oferece centenas de cursos gratuitos e disponibiliza 5 mil vagas para pessoas acima de 60 anos estudarem de graça na universidade. A extensão é uma obrigação constitucional das universidades. Como em qualquer serviço público, é claro que sempre é possível fazer mais e melhor; mas dizer que não se faz nada é uma falácia. A USP também tem: CLÍNICAS ODONTOLÓGICAS nas cidades de São Paulo,  Ribeirão Preto e Bauru MUSEUS GRATUITOS. Entre eles o Museu de Arte Contemporânea, ao lado do Parque do Ibirapuera e o Museu do Ipiranga NÚCLEO DE PESQUISA EM RONDÔNIA Onde, apenas entre 2013 e 2017, foram atendidos 38 mil pacientes e realizados 63 mil exames laboratoriais, e muito mais.   2 Nos países desenvolvidos, a pesquisa é privada  Errado.  Nos países ricos, a maior parte do dinheiro que financia a ciência na universidade é público e isso vale até mesmo para as universidades que cobram mensalidades.  No caso dos Estados Unidos, 60% do dinheiro para a pesquisa vêm dessa fonte; na Europa, 77% Em maio deste ano, por exemplo, a Alemanha anunciou que governo federal e os estados investirão 160 bilhões de euros no ensino superior e na pesquisa científica entre os anos de 2021 e 2030. Em seu doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Danilo de Melo Costa fez um estudo comparativo entre Brasil, Canadá e China sobre o financiamento público da educação superior.  De acordo com o pesquisador, no Canadá, o dinheiro público representa de 55% a 60% do financiamento das universidades e na China, de 40% a 45%. Outra razão para os investimentos públicos na ciência é o incentivo à pesquisa básica – esse tipo de estudo busca desenvolver o conhecimento científico sobre os fenômenos do Universo e não tem o lucro nem a aplicação prática como objetivo pelo menos a curto prazo.  Pesquisa assim não é de interesse das instituições privadas, ainda que possam levar, no futuro, a grandes avanços tecnológicos e descobertas de alto impacto.      3 A universidade pública não se relaciona com empresas As universidades públicas não colaboram com a indústria, não ajudam o setor produtivo, são contra a iniciativa privada, etc e tal. Você já deve ter ouvido alguma frase dessas por aí. É uma generalização injusta. O que vem ocorrendo, na verdade, é um aumento das colaborações entre universidades públicas e  empresas privadas, apesar dos muitos entraves burocráticos e culturais que dificultam essa interação. A Escola Politécnica da USP, por exemplo, abriga uma parceria de R$ 200 milhões  com a Fapesp e a Shell, para pesquisas inovadoras no setor de gás. Não por acaso, o núcleo de pesquisas tecnológicas da Petrobras também fica dentro de um campus universitário, da UFRJ, com a qual a empresa colabora intensamente desde a década de 1970. O Centro de Química Medicinal da Unicamp trabalha com três empresas farmacêuticas e de biotecnologia na busca de novos medicamentos; enquanto que o Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia USP/Ipen (Cietec) tem mais de 100 empresas incubadas e 150 graduadas no currículo. São apenas alguns exemplos emblemáticos, entre muitos que existem por aí. Em 2019, a USP regulamentou o compartilhamento e a permissão de usode seus equipamentos, infraestrutura, materiais e instalações em ações voltadas a desenvolvimento e inovação tecnológica. Outra iniciativa criada para estreitar as relações da Universidade com empresas e demais instituições científicas é o Sistema USP de Centrais Multiusuários, plataforma para cadastro de equipamentos e laboratórios que podem ser utilizados de forma compartilhada pela comunidade científica da USP e de outras instituições. A USP criou até mesmo um guia para ajudar na realização de parcerias com empresas.   4 A universidade pública é cara demais Depende. Em relação a quê? O orçamento da USP é de R$ 5 bilhões e meio. É errado pegar esse valor e simplesmente dividir por seus 90 mil alunos de graduação e pós-graduação.  Realmente, as universidades públicas custam mais do que as privadas. Mas há uma razão muito óbvia e positiva para isso, que muita gente esquece de levar em conta na hora da comparação: a pesquisa científica!  E quando se fala que o governo federal gasta mais com educação superior do que com o ensino básico, é preciso lembrar que, segundo a Constituição brasileira: os municípios devem atuar prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil e os estados, no ensino fundamental e médio. Nas universidades, os professores também são pesquisadores. E além de lecionar e desenvolver seus estudos, eles têm ainda o papel de formar novos cientistas, orientando trabalhos de mestrado e doutorado, ou seja, alimentando a pós-graduação – e como se vê, a responsabilidade por estes programas é majoritariamente de instituições públicas. Cursos de pós-graduação no Brasil 19% estão na rede privada  81% estão na rede pública Fonte: Geocapes 2017 O custo operacional das universidades públicas é maior porque elas se dedicam fortemente à pós-graduação (cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado) e à ciência

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PJ e PE prestigiam evento na Academia de Jurisprudentes de Língua Portuguesa

Magistrados também prestigiam AJLP. Para marcar a presença da Academia de Jurisprudentes de Língua Portuguesa (AJLP), em sua primeira sede no Brasil – na Casa de Portugal, em São Paulo – o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Marco Antonio Marques da Silva, que também é professor catedrático e diretor da AJLP, participou, ontem (17), do lançamento de quatro obras literárias, com temas atuais e oportunos para a realidade brasileira, como corrupção, ética, cidadania, segurança pública e criminalidade, entre outros. A cerimônia contou com as presenças do presidente do TJSP, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, representando o Judiciário; do secretário estadual da Justiça e Cidadania, Paulo Dimas Debellis Mascaretti, representando o Executivo; do subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, Silvio Cecci; de magistrados, integrantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, Advocacia, magistério e polícias federal, civil e militar. Primeiro a falar, o cônsul-geral de Portugal em São Paulo, embaixador Paulo Jorge Nascimento, destacou a alegria de a Casa de Portugal sediar o evento e salientou os prejuízos que a corrupção traz à sociedade brasileira. O presidente da Federação das Câmaras Portuguesas no Brasil, Nuno Rebelo de Sousa, elogiou a iniciativa de se reunir, em único ato, quatro obras de “tamanho relevo”. Para o desembargador Marques da Silva, as obras têm, em comum, “a comunhão de ideias e esforços”. “A corrupção atrapalha a cidadania que interfere na falta de ética”, disse o coordenador de “Corrupção, Ética e Cidadania”, obra promovida pela Casa de Portugal, Academia de Jurisprudência de Língua Portuguesa e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em poucas palavras, cada organizador/autor apresentou o conteúdo de sua obra. O advogado Walfrido Warde, por exemplo, contou que seu livro fala sobre como combater a corrupção sem destruir o país. Também fizeram uso da palavra, o secretário Paulo Dimas e o presidente Pereira Calças.  Para o primeiro, “é um dia de celebração das nossas instituições republicanas”; para o segundo, “temos nessas obras um verdadeiro curso de ética e democracia, temas da hora e da vez e a impunidade é algo que não se aceita mais no Brasil”. – Corrupção, Ética e Cidadania: Coordenação: Marco Antonio Marques da Silva – autores: Agostina Latino, André Moz Caldas, Bruno Ricardo Cogan, Carla Valente Archanjo da Silva, Claudio José Langroiva Pereira, Denilson Geraldo, Édson Luís Baldan, Eduardo Vera-Cruz Pinto, Evani Zambon Marques da Silva, Fernando Martinho de Barros Penteado, Gabriel Benedito Issaac Chalita, Gilson Miguel Gomes da Silva, Guilherme de Souza Nucci, José Renato Nalini, Marcelo Augusto Custódio Erbella, Márcia Cristina de Souza Alvim, Marcio Pugliesi, Marco Antonio Marques da Silva, Maria Cristina de Cicco, Maria Eugênia F. da S. Rudge Leite, Maria Luiza Dias, Pedro Estevam Alves Pinto Serrano, Raecler Baldresca, Régis Munari Furtado, Roberto F. Archanjo da Silva, Susana Aires de Sousa, Vitor Morais de Andrade e Wilson Levy (Editora Quartier Latin). – Segurança Pública, Instituições Democráticas e seus Elementos Históricos, Políticos e Econômicos: Coordenação: Claudio José Langroiva Pereira – autores: Adriano Mendes Barbosa, Alvaro Luiz Travassos de Azevedo Gonzaga, Anaclara Pedroso Fernandes Valentim da Silva, Andre Pires de Andrade Kehdi, Antonio Carlos Alves dos Santos, Bruno Ricardo Cogan, Carlos Kauffmann, Celeste Leite dos Santos, Claudio José Langroiva Pereira, Cristiane Pereira, Dhyelson Almeida, Eloisa de Sousa Arruda, Emerson Ghirardelli Coelho, Evani Zambon Marques da Silva, Fernando Gardinali Caetano Dias, Glauco de Melo Macedo, Greice Patrícia Fuller, Gustavo Octaviano Diniz Junqueira, Jayme Walmer de Freitas, José Carlos Gobbes Pagliuca, José Eugênio do Amaral Souza Neto, José Vicente da Silva Filho, Leandro Pachani, Marcelo Augusto Custódio Erbella, Marcelo Cortez Ramos de Paula, Marcelo Figueiredo, Márcia Cristina de Souza Alvim, Márcio Pugliesi, Marco Antonio Marques da Silva, Maria Celeste Cordeiro Leite dos Santos, Maria Eugênia Ferreira da Silva Rudge Leite, Marilene Araújo, Mauro César Bullara Arjona, Natalia de Barros Lima, Pedro Estevam Serrano, Priscila Villela, Raecler Baldresca, Reginaldo Nasser, Rodrigo de Campos Costa, Rodrigo Mudrovitshi, Rodrigo Sánchez Rios, Rodrigo Telline de Aguirre Camargo, Ronaldo João Roth, Rosmar Antonni Rodrigues Cavancanti de Alencar, Sean Abib, Thayna Jesuina França Yaredy e Thiago Gomes Marcilio (Editora Quartier Latin). – Colaboração Premiada e Infiltração de Agentes – Rodrigo de Campos Costa (Editora Quartier Latin). – O Espetáculo da Corrupção – Como um sistema corrupto e um modo de combatê-lo estão destruindo o país – Walfrido Warde (Editora LeYa) Comunicação Social TJSP – RS (texto) / AC (fotos) imprensatj@tjsp.jus.br Fonte: TJSP

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Especialistas propõem novos critérios para avaliar revistas científicas

Elton Alisson | Agência FAPESP – A necessidade de repensar o fator de impacto como critério predominante na avaliação de publicações científicas foi tema de um comentário publicado na revista Nature, no dia 28 de maio, por especialistas de diversas áreas. Os autores e cossignatários do texto – entre eles Renato Hyuda Luna Pedrosa, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do Programa de Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPESP – ressaltaram a importância de buscar um conjunto de métricas mais amplo e transparente para avaliação dos periódicos científicos. “Essa avaliação é resultado de um encontro realizado na Universidade de Leiden, na Holanda, em 2017. No evento, especialistas internacionais em bibliometria, editores de revistas científicas e representantes de agências de fomento à pesquisa discutiram a necessidade de construir novos critérios de avaliação de publicações científicas”, disse Pedrosa à Agência FAPESP. Na opinião dos pesquisadores, o fator de impacto – concebido na década de 1970 como um método para avaliar a importância dos periódicos em suas respectivas áreas – passou a ser usado para fins diferentes do propósito original. O indicador, que reflete a média de citações de artigos científicos publicados em um determinado periódico, tem sido usado, em diversos países, como critério para concessão de financiamento a projetos de pesquisa ou de avaliação de programas de pós-graduação. “A finalidade original do fator de impacto, que era de apoiar a avaliação de periódicos e os pesquisadores na escolha de revistas para publicarem seus trabalhos, foi distorcida”, disse Pedrosa. “O indicador passou a ser usado para tomada de decisão e isso começou a causar efeitos, como manipulações para inflar o índice de revistas científicas por meio de autocitação ou de citação cruzada [uma ação coordenada entre dois periódicos, pela qual um cita os artigos do outro]”, disse. A fim de coibir essas práticas, os autores sugerem a criação de novos indicadores que possam contemplar as novas funções dos periódicos científicos, assim como as tradicionais. Entre as funções praticamente inalteradas desde que as revistas científicas surgiram, há mais de 350 anos, estão as de permitir a garantia da autoria dos trabalhos, a revisão por pares, a curadoria das pesquisas, a disseminação dos resultados e o registro permanente dos dados. O fator de impacto, assim como a maioria dos indicadores de uso comum, baseados em citações, captura apenas aspectos limitados dessas funções dos periódicos científicos. A criação de novos indicadores é particularmente importante, uma vez que as revistas científicas estão evoluindo rapidamente e se tornando plataformas para divulgar dados, métodos e objetos digitais, apontaram os pesquisadores. “O surgimento de plataformas de publicação de artigos científicos do tipo open source [acesso aberto], por exemplo, tem representado um grande desafio para o método tradicional de trabalho das revistas científicas”, afirmou Pedrosa. “Algumas das funções tradicionais dos periódicos científicos, como o arquivamento dos dados, ficam um pouco perdidas nesses novos sistemas de publicação científica. Por isso, também serão necessários novos indicadores para assegurar a qualidade desses sistemas”, avaliou. Critérios claros Como ressaltaram os autores do texto, simplesmente aumentar a quantidade de indicadores para avaliar as publicações científicas não equivale a melhorar a avaliação. Por isso, é preciso garantir que as novas métricas sejam construídas e usadas de forma responsável e que atendam a um conjunto de critérios claros. Entre esses critérios estão os de serem válidos – refletindo o conceito medido –, compreensíveis, transparentes, justos, adaptativos e reprodutíveis. Outra sugestão feita por eles é a criação de um órgão, composto por representantes de todo o sistema de publicação científica, com foco em indicadores de avaliação de periódicos científicos. O órgão poderia propor novos indicadores para abordar as diversas funções das revistas científicas, fazer recomendações de seu uso responsável e desenvolver novos padrões. Dessa forma, poderia ajudar a proteger contra “revistas predatórias” – publicações de baixa qualidade criadas para fins essencialmente financeiros – e dar orientações sobre publicações de acesso aberto e compartilhamento de dados, por exemplo. “A ideia é que esse trabalho de discussão de novos indicadores de avaliação de periódicos científicos continue nos próximos anos para que se avance na construção de métricas novas e melhoradas”, disse Pedrosa. O artigo Rethinking impact factors: find new ways to judge a journal (DOI: 10.1038/d41586-019-01643-3), de Paul Wouters, Cassidy R. Sugimoto, Vincent Larivière, Marie E. McVeigh, Bernd Pulverer, Sarah de Rijcke e Ludo Waltman, pode ser lido na revista Natureem www.nature.com/articles/d41586-019-01643-3. Fonte: Agência FAPESP

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Edital promove pesquisa sobre monitoração eletrônica de réus no Brasil

O projeto Justiça Presente, criado para enfrentar a crise do sistema penal brasileiro, abriu edital para a realização de diagnósticos e avaliações sobre as experiências de monitoração eletrônica no país. Objetivo é compreender o papel dessa ferramenta na redução da superlotação e da superpopulação prisionais. Seleção recebe inscrições até 19 de maio. O projeto Justiça Presente, criado para enfrentar a crise do sistema penal brasileiro, abriu edital para a realização de diagnósticos e avaliações sobre as experiências de monitoração eletrônica no país. Objetivo é compreender o papel dessa ferramenta na redução da superlotação e da superpopulação prisionais. Seleção recebe inscrições até 19 de maio. Acesse o edital clicando aqui. O Justiça Presente é fruto de uma parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Com o edital, o projeto quer entender e combater os principais problemas na execução dos serviços de monitoração eletrônica. A proposta é compreender os desafios associados às dimensões tecnológicas e aos fluxos metodológicos dos serviços de monitoramento. A avaliação deverá analisar o papel de diversos atores nessa forma de acompanhamento, incluindo a própria pessoa monitorada. De acordo com o PNUD, a pesquisa exigirá o uso de técnica quantitativa e qualitativa e uma abordagem interdisciplinar para traçar um panorama sobre os serviços de monitoração eletrônica em todo o país. O diagnóstico deve incluir levantamentos em processos, identificação de padrões discursivos, análise de atores envolvidos e investigação de rotinas de atendimento e acompanhamento dos monitorados. A coordenadora da Unidade de Paz e Governança Democrática do PNUD, Moema Freire, ressalta que a análise será realizada no contexto de ações voltadas à redução da superlotação e da superpopulação carcerárias. “Seus resultados serão uma importante contribuição para o avanço das estratégias relacionadas à aplicação da monitoração eletrônica no país”, diz a especialista. “Essa pesquisa inédita nos permitirá conhecer a fundo a realidade da monitoração eletrônica no país e, a partir desses dados, qualificar a política judiciária no tema”, acrescenta o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), Luís Lanfredi. Para o diretor-executivo do DMF, Victor Pimenta, o edital é uma oportunidade para o CNJ e a sociedade em geral conhecerem mais sobre os serviços de monitoração eletrônica e sobre a aplicação dessas políticas pelo Judiciário. “A monitoração tem repercutido em um menor uso da prisão ou estamos colocando tornozeleiras em pessoas que já estariam em liberdade? Esperamos que a pesquisa possa nos ajudar a responder perguntas como essa.” FONTE: Nações Unidas Brasil 

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Avaliação da pós-graduação será multidimensional, afirma presidente da Capes

Na primeira visita a uma universidade desde que tomou posse, Anderson Correia falou para gestores e pesquisadores da UFMG A pós-graduação brasileira passará a ser avaliada segundo novo modelo, multidimensional, com base em critérios que considerem características diferentes. A afirmação foi feita na tarde desta sexta, 15, pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Correia. Ele falou para cerca de 180 pessoas, entre coordenadores de programas de pós e pesquisadores, no campus Pampulha da UFMG. “O modelo atual está esgotado, é preciso respeitar a diversidade dos programas, em aspectos como inserção, objetivos e vocações, e valorizar impacto e relevância econômica e social”, disse Correia, enfatizando que as métricas utilizadas atualmente, como artigos publicados, não são suficientemente abrangentes. Uma das iniciativas previstas é a reformulação do sistema Qualis, que classifica os periódicos científicos. “Estamos trabalhando para tornar o Qualis mais claro e transparente.” Anderson Correia foi recebido pela reitora Sandra Regina Goulart Almeida, que destacou o papel da Capes no desenvolvimento da pesquisa e da pós-graduação brasileiras. “Trata-se de um patrimônio do Brasil”, disse a reitora, que agradeceu a menção de Correia à UFMG. Ele disse que a instituição é referência porque sua excelência está distribuída por todas as áreas. A apresentação do presidente da Capes incluiu gráficos que localizam a Universidade entre as melhores do país, considerando indicadores como número de programas de pós-graduação, percentual de programas com notas 6 e 7 e volume de publicações. Sandra destacou o alto impacto da pesquisa realizada na UFMG em áreas como educação básica e políticas públicas.   Planejamento institucional O presidente da Capes anunciou medidas como ajustes na concessão de cotas de bolsas de mestrado e doutorado, aprimoramento do modelo de financiamento geral da pós-graduação, valorização do planejamento institucional e apoio ao MEC em programas dirigidos à educação básica. Ele citou ainda o PrInt, programa de internacionalização da Capes, que visa fomentar a transformação das instituições em um ambiente internacional e estimular a formação de redes de pesquisa supranacionais. A UFMG está entre as contempladas pela iniciativa e receberá cerca de R$ 55 milhões em quatro anos. Segundo Correia, entre 2006 e 2017 dobraram os números de programas, matrículas e titulados em todo o país, mas ainda é preciso avançar muito no que se refere ao impacto das publicações e à colaboração internacional e com o setor industrial. Ele disse que convênios da Capes com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Produção Industrial (Embrapii) têm proporcionado apoio a pós-graduandos em projetos industriais e a conquista de patentes. A Capes mantém aproximadamente 100 mil bolsas em 3.600 programas de pós-graduação e outras 100 mil destinadas à formação para a educação básica. Ao responder a questionamentos de coordenadores de programas da UFMG, Correia concordou com a necessidade de elevação do orçamento da Capes, que está “estagnado”, com a crítica às mudanças nos critérios de avaliação em meio ao período de referência e com a urgência de aprimorar, do ponto de vista tecnológico, a Plataforma Sucupira, utilizada pelos gestores no processo de avaliação. Sobre os programas de caráter interdisciplinar, o presidente da Capes disse que são “o futuro da pós-graduação”. Ele ainda garantiu que não há qualquer previsão de cortes nas bolsas em andamento. Em reação a nova referência à questão dos critérios de avaliação, o presidente afirmou que a Capes precisa entender cada vez melhor as universidades. “É preciso inverter o processo: as universidades é que devem dizer à Capes como ela pode medi-las.” FONTE: UFMG  

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Bolsas de Doutorado Sanduíche no Exterior 2019

A PROPP lançou o Edital 013R/2019, que seleciona estudantes candidatos a bolsas de estudo vinculadas ao Programa Institucional de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), edição 2018/2019, lançado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), por meio do Edital CAPES 41/2018. O PDSE é um programa da CAPES com o objetivo de oferecer cotas institucionais para bolsas de estágio em pesquisa de doutorado no exterior, alinhadas com o Plano de Internacionalização da Instituição de Ensino Superior (IES), de forma a complementar os esforços despendidos pelos Programas de Pós-graduação Stricto Sensu (PPGs) no Brasil, na formação de recursos humanos de alto nível para inserção nos meios acadêmico, de ensino e de pesquisa no país. Na modalidade de doutorado sanduíche no exterior, estudantes regularmente matriculados em cursos de doutorado no Brasil realizam parte do curso em instituição de ensino superior no exterior, retornando obrigatoriamente ao Brasil, após a finalização da bolsa, para a integralização de créditos e a defesa de tese. No caso de estudantes da UFMS, as propostas devem estar devidamente alinhadas a, pelo menos, um dos sete temas abaixo, constantes no Plano Institucional de Internacionalização da UFMS, demonstrando interação técnico-científica entre o orientador no Brasil e o supervisor no exterior, como parte integrante das atividades de cooperação na supervisão do doutorando: Ecologia, biomas e sistemas sustentáveis; Agronegócio; Saúde humana e saúde animal; Bioeconomia e biotecnologia; Novos materiais; Educação, Linguagens, Etnias, Direitos Humanos e Tecnologias Sociais; Cidades Inteligentes. A instituição receptora no exterior deverá isentar o doutorando da cobrança de taxas administrativas e acadêmicas (tuition and fees) e de taxas de bancada (bench fees). A CAPES e a UFMS não se responsabilizam por quaisquer despesas relacionadas a essas taxas na modalidade desse Programa. Os benefícios são outorgados exclusivamente ao(à) bolsista e independem de sua condição familiar e salarial. Não é permitido o acúmulo de benefícios para a mesma finalidade e o mesmo nível, devendo o(a) candidato(a) declarar a recepção de outras bolsas concedidas por agências internacionais e/ou órgãos ou entidades da Administração Pública federal, estadual ou municipal e requerer sua suspensão ou cancelamento. As bolsas são destinadas aos estudantes: regularmente matriculados em curso de doutorado na UFMS com nota igual ou superior a 4 na avaliação quadrienal do ano de 2017 da CAPES; que comprovem qualificação para usufruir, no exterior, da oportunidade de aprofundamento teórico, coleta e tratamento de dados, ou desenvolvimento parcial da parte experimental da tese a ser defendida no Brasil; e que possuam o nível de proficiência na língua estrangeira conforme as regras do Edital CAPES 041/2018, transcritas parcialmente no Item 4.8g do Edital PROPP 013/2019. Os valores das bolsas de PDSE estão contidos na Portaria CAPES 125/2018 (http://lnk.ufms.br/pZG5Q). A tabela abaixo mostra quais os exames que comprovam o nível de proficiência nas diversas línguas estrangeiras:   Inglês  Francês Alemão Espanhol Italiano TOEFL IBT TOEFL ITP IELTS Cambridge Exam DALF, DELF, TCF ou TCF CAPES Cert. do Instituto Goethe TestDaF OnSET Deutsch Cert. DELE Cert. SIELE Teste do IIC 71 527 6 CAE ou FCE B2 B2 B1 B1 B1 B2 C1 B2   Para a língua inglesa: (i) TOEFL (IBT – Internet-Based Testing; ITP – Institutional Testing Program) com validade de 2 (dois) anos; (ii) International English Language Test – IELTS com validade de 2 (dois) anos, sendo que cada banda (listening, reading, writing e speaking) deve ter nota mínima de 5 (cinco); e (iii) Certificado CAE ou FCE de Cambridge, ambos sem prazo de validade Para a língua francesa: (i) Test de Connaissance du Français – TCF TP (no mínimo, as provas obrigatórias) ou TCF Capes, com validade de 2 (dois) anos; e(ii) DALF ou DELF, sem prazo de validade Para a língua alemã: (i) certificado do Instituto Goethe; (ii) TestDaF ou OnSET, todos sem prazo de validade Para a língua espanhola: DELE: emitido pelo Instituto Cervantes, sem prazo de validade; SIELE: o candidato deverá realizar o exame completo para realização da prova, com validade de 05(cinco) anos. Sendo assim, exames parciais não serão aceitos. Para a língua italiana: teste Lato Sensu do Instituto Italiano de Cultura, com validade de 1 (um) ano. Para países de língua portuguesa, o(a) candidato(a) deverá apresentar, obrigatoriamente, a comprovação de nível mínimo de proficiência em inglês, conforme item “a”. Candidatos(as) com destino a países de língua não especificada anteriormente devem apresentar certificado de proficiência no idioma do país, emitido por instituição oficialmente reconhecida, ou uma das alternativas relacionadas acima, desde que aceita pela instituição de destino, onde se realizará o doutoramento, e expresso na carta do coorientador no exterior. O teste de proficiência em língua inglesa poderá ser aceito para qualquer país de destino, desde que aceito pela IES de destino e expresso na carta do coorientador no exterior. Os requisitos de proficiência listados acima são exigência da Capes e não dispensam o atendimento das exigências da IES de destino no exterior.   Serão aceitas propostas apresentadas por estudantes de doutorado regularmente matriculados nos PPGs da UFMS com curso de doutorado com nota igual ou superior a 4 (quatro) na avaliação quadrienal de 2017 da CAPES, e que não aderiram ao Programa Institucional de Internacionalização da Pós-Graduação da UFMS (Capes-PrInt-UFMS). Os estudantes dos PPGs abaixo listados são os que podem solicitar bolsas no âmbito do Edital PROPP 013/2019: Administração (ESAN) Multicêntrico em Bioquímica e Biologia Molecular (INBIO) Biotecnologia e Biodiversidade (em rede – FACFAN) Ciência da Computação – UFMS/UFG (FACOM) Educação (FAED) Ciência Animal (FAMEZ) Ciências Veterinárias (FAMEZ) Ensino de Ciências (INFI) Educação Matemática (INMA) Letras (CPTL) Cada PPG indicado terá direito a uma cota, equivalente a 12 mensalidades, que pode ser utilizada por 1 bolsista durante 12 meses, ou 2 bolsistas durante 6 meses cada. As inscrições das propostas serão realizadas on-line no SIGProj, https://sigproj.ufms.br, respeitados os prazos abaixo: Etapas Datas Publicação do Edital no portal da Propp e no BSE-UFMS 01/02/2019 Período das inscrições no SIGProj De 04/02/2019 a 18/02/2019 Análise documental e de mérito das propostas Até 22/02/2019 Divulgação do resultado parcial da análise das propostas Até 25/02/2019 Interposição de recursos Até 27/02/2019 Divulgação do resultado final Até

Notícias

Instituto Rio Branco lança prêmio para monografias em direito do comércio internacional

O Instituto Rio Branco (IRBr), com apoio institucional da Cátedra OMC no Brasil, lançou o Prêmio Bruno Guerra Carneiro Leão de Monografias em Direito do Comércio Internacional, com o objetivo de estimular o interesse de estudantes e profissionais brasileiros pelo tema. Para concorrer, estudantes ou profissionais deverão submeter uma monografia inédita, de no máximo 50 páginas, relacionada ao tema “O Brasil e as Questões Contemporâneas do Direito do Comércio Internacional”. As inscrições começam em 5 de novembro. O Instituto Rio Branco (IRBr), com apoio institucional da Cátedra OMC no Brasil, lançou na segunda-feira (24) o Prêmio Bruno Guerra Carneiro Leão de Monografias em Direito do Comércio Internacional, com o objetivo de estimular o interesse de estudantes e profissionais brasileiros pelo direito do comércio internacional, mediante a seleção e a premiação de monografias. A Cátedra OMC (Organização Mundial do Comércio) no Brasil é sediada no Centro de Estudos do Comércio Global e Investimento da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (CCGI-EESP/FGV). A iniciativa homenageia o diplomata brasileiro Bruno Guerra Carneiro Leão, morto em 2017 e que se notabilizou em sua carreira no Itamaraty como conhecedor dos temas do comércio internacional, tendo atuado nas áreas afins na Secretaria de Estado e servido, entre outros postos, na delegação junto à OMC em Genebra, de 2008 a 2011. Para concorrer, estudantes matriculados em instituição de ensino superior ou profissionais com diploma de graduação ou pós-graduação deverão submeter a uma banca examinadora — formada por profissionais com conhecimento especializado em direito do comércio internacional e áreas correlatas — uma monografia inédita de, no máximo, 50 páginas, relacionada ao tema “O Brasil e as Questões Contemporâneas do Direito do Comércio Internacional”. Os três primeiros colocados receberão certificados e terão suas monografias publicadas em meio eletrônico pela Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG). O primeiro colocado poderá ser convidado, a critério do Ministério das Relações Exteriores, a participar de visita acadêmica à Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras Organizações Econômicas em Genebra, em programa de estágio junto à Divisão de Contenciosos Comerciais do Ministério das Relações Exteriores, ou, ainda, em programa de estágio junto à Cátedra da OMC no Brasil, sediada em São Paulo. As monografias e documentos requeridos devem ser encaminhados entre 5 de novembro e 15 de fevereiro de 2019 (até às 23h59, horário de Brasília) para o endereço eletrônico: premiobgcl@itamaraty.gov.br, com o título do e-mail: “Prêmio BGCL”. FONTE: ONU BR Clique aqui para acessar o site da ONU

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