A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (COP15 da CMS) será realizada no Pantanal do Mato Grosso do Sul, Brasil, entre 23 e 29 de março de 2026, reunindo até 3 mil participantes, como governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais e sociedade civil. Este será o primeiro evento do tipo sediado no Brasil e o segundo na América Latina (a última edição na região ocorreu em 2014, no Equador).
O evento debaterá desafios relacionados à preservação de espécies migratórias terrestres, marinhas e aéreas, que desempenham papel crucial na manutenção da biodiversidade, além de oferecer benefícios ambientais e econômicos, como o fortalecimento do turismo sustentável. O Brasil, como o país mais biodiverso do mundo, tem habitats essenciais para reprodução, alimentação e descanso de espécies como tubarões, arraias, pássaros, morcegos, cetáceos e tartarugas.
O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, será presidente da COP15 e terá a missão de promover negociações e a cooperação global para impulsionar a conectividade ecológica e a conservação dos ecossistemas. A escolha do Pantanal é estratégica, sendo um dos principais corredores migratórios das Américas.
A Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias (CMS) é um tratado da ONU em vigor desde 1979, que conta com a adesão de 133 países. Seu objetivo é promover a conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas de migração, envolvendo governos, comunidades indígenas e especialistas. Até a abertura da COP15, a presidência da convenção permanece com o Uzbequistão, onde foi realizada a edição anterior em 2024.