Professor Vladmir Silveira

Author name: Professor Vladmir Oliveira da Silveira

Notícias

Pantanal é o bioma brasileiro que mais aqueceu e perdeu chuvas em 40 anos

A maior planície alagável do mundo está secando e ficando mais quente a um ritmo acelerado. Em quatro décadas, o Pantanal, o menor bioma brasileiro, foi o que mais aqueceu e teve a maior redução na quantidade de chuvas. Essa dupla tendência, de mais calor e de menos pluviosidade, é visível em todos os ecossistemas nacionais – da Amazônia, no Norte, que engloba quase metade da área do país, ao Pampa, no Rio Grande do Sul, ainda que nesse bioma de forma bem menos perceptível. Mas ela é mais acentuada no Pantanal, que se estende por aproximadamente 150 mil quilômetros quadrados (km²), 1,8% do território nacional. Entre 1985 e 2024, a temperatura média no bioma subiu 0,47 grau Celsius (ºC) por década, segundo dados da primeira edição do “MapBiomas atmosfera”, levantamento lançado em novembro do ano passado por uma plataforma colaborativa de mais de 70 organizações não governamentais (ONG), universidades e startups de tecnologia. Em quatro décadas, o aumento acumulado no Pantanal chega a quase 1,9 ºC. Não é por acaso que os dois estados que mais esquentaram durante o período de 40 anos coberto pelo trabalho foram Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A temperatura média anual subiu 0,40 ºC por década no primeiro e 0,35 ºC no segundo. O ritmo de crescimento do aquecimento no Pantanal é 60% superior ao calculado no mesmo período para o Brasil como um todo (de 0,29 ºC por década) e os biomas Amazônia (0,29 ºC) e Cerrado (0,31 ºC), que abrangem quase três quartos da área nacional. A velocidade de subida dos termômetros no Pantanal é ainda cerca do dobro da apresentada na Caatinga e na Mata Atlântica e mais do que o triplo da do Pampa nos 40 anos analisados. O Pantanal abrange 25% das áreas sul-mato-grossenses e 7% das mato-grossenses. A principal atividade econômica em suas terras é a pecuária, presente na região há 200 anos. As pastagens ocupam aproximadamente 15% de seu território. Fonte: Revista Pesquisa Fapesp.

Concurso para Prof. de Direito Admnistrativo - UFMG
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Capes amplia acordos com editoras e autores brasileiros poderão publicar, sem custo, em milhares de periódicos

Capes amplia acordos com editoras e autores brasileiros poderão publicar, sem custo, em milhares de periódicos Desde janeiro, pesquisadores do país podem publicar trabalhos científicos em acesso aberto sem pagar pelas taxas de processamento de artigos em 1.738 revistas científicas da editora Springer Nature e 1.619 da Elsevier. Um contrato nos mesmos moldes, que engloba a coleção completa da Association for Computing Machinery (ACM), começou em dezembro. O arranjo faz parte de um acordo estabelecido entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e as três editoras e prevê um custo total de R$ 1 bilhão por três anos. A versão anterior desses contratos era R$ 70 milhões por ano mais barata, mas garantia apenas o direito à leitura de artigos por meio do Portal de Periódicos da Capes, biblioteca digital que dá aos pesquisadores do país acesso a artigos e outros documentos científicos. A novidade é incluir no mesmo pacote também o custo de taxas de publicação. A expectativa é de que sejam publicados 6 mil artigos nos periódicos da Springer, 12 mil na Elsevier e 600 artigos na ACM por ano, ampliando a quantidade de papers em acesso aberto escritos por autores brasileiros nessas revistas. No caso da Springer e Elsevier, o convênio é válido apenas para títulos que adotam o chamado modelo híbrido, no qual as revistas, embora cobrem assinaturas, abrem a possibilidade de publicação de estudos em acesso aberto se os autores desembolsarem uma taxa. Agora, pesquisadores brasileiros não precisarão pagar nada. Não há limite para o número de papers a serem publicados, mas alguns títulos importantes estão fora do acordo, como as da coleção Nature, disponíveis apenas para leitura. Segundo a Capes, atualmente a editora não contempla a publicação ilimitada nas revistas da marca Nature nesse tipo de acordo, e o volume de artigos de autores brasileiros nesses títulos ainda é reduzido. Fonte: Revista Pesquisa Fapesp.

Concurso público para Professor de Direito da Universidade Federal de Rondônia
Oportunidades

Concurso público para Professor de Direito da Universidade Federal de Rondônia

Divulgando! A Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) anunciou a abertura do Edital nº 1, de 2 de fevereiro de 2026, para o Concurso Público de Provas e Títulos, uma oportunidade para profissionais que almejam uma carreira acadêmica. O certame visa preencher 47 vagas para o cargo de Professor de Magistério Superior em diversas áreas do conhecimento. Acesse o Edital: CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS PARA O PROVIMENTO DO CARGO DE PROFESSOR DE MAGISTÉRIO SUPERIOR

Concurso para Prof. de Direito Admnistrativo - UFMG
Oportunidades

Concurso para Prof. de Direito Administrativo – UFMG

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) acaba de lançar o Edital nº 16, de 6 de janeiro de 2026, para o Concurso Público de Provas e Títulos, buscando preencher uma vaga de Professor Assistente, Nível 1, para a Carreira do Magistério Superior no Departamento de Direito Público da Faculdade de Direito, com foco em Direito Administrativo e disciplinas afins. Acesse o edital: Edital UFMG  

Oportunidades

Seleção de Professor Visitante – Universidade Federal Rural do Semi-Árido

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) está com inscrições abertas para a seleção de Professor Visitante. A oportunidade é destinada a profissionais brasileiros ou estrangeiros para atuação no fortalecimento e consolidação dos programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da instituição. Acesse o Edital: Edital_004_2026_PROFESSOR_VISITANTE_assinado

Notícias, Sustentabilidade

Mundo entrou em uma nova era de “falência hídrica”, mostra a ONU

Cerca de 4,4 bilhões de pessoas enfrentam escassez de água por pelo menos um mês ao ano; as consequências socioeconômicas e políticas já são sentidas. Fonte: Climainfo Um novo relatório da Universidade das Nações Unidas (UNU), braço de pesquisa da ONU, alerta que o mundo entrou em uma era de “falência hídrica”. O termo não é uma metáfora, e sim uma condição crônica que se desenvolve quando um local utiliza mais água do que a Natureza consegue repor, explica o diretor do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde da UNU e autor do estudo, Kaveh Madani, no site The Conversation. Os sinais dessa emergência são abundantes: aproximadamente 70% dos aquíferos subterrâneos estão em declínio de longo prazo; metade dos grandes lagos do mundo está encolhendo; secas em grande escala estão se tornando mais frequentes; cerca de 4,4 bilhões de pessoas enfrentam escassez de água durante pelo menos um mês por ano. Metrópoles como Teerã, São Paulo, Cidade do Cabo e Chennai enfrentam crises hídricas do tipo “dia zero” – quando suprimentos de água caem a ponto de secar as torneiras de milhões de pessoas. Ao todo, 75% da população mundial vive em países com insegurança hídrica ou insegurança hídrica crítica, destacam CNN e Reuters. O relatório também mostra que a falência hídrica já está causando estragos econômicos e políticos, como o aumento da migração ilegal do México para os Estados Unidos em meio às secas. Como a Folha destaca, os conflitos por água aumentaram de 20 em 2010 para mais de 400 em 2024. Segundo Madani, o desafio não desaparecerá tão cedo, pois as atividades humanas já causaram danos irreversíveis a muitos dos sistemas que geram, regulam e armazenam água doce. O maior desafio – e também maior oportunidade – está no setor agrícola, que consome 70% do uso de água da humanidade. Para Madani, a tarefa central é prevenir ainda mais danos irreversíveis enquanto reorganizamos o sistema em torno de um orçamento hidrológico menor. E essa mudança é urgente porque “ninguém sabe exatamente quando todo o sistema entrará em colapso”. A ponta de esperança é que, para o especialista, abordar esses desafios produzirá cobenefícios em outras áreas; por exemplo, a restauração de  zonas úmidas pode ajudar a reduzir tempestades de poeira, melhorando a qualidade do ar e a saúde pública. Técnicas para aumentar a capacidade das terras agrícolas de reter água podem ajudar os solos a absorver mais carbono.  

Notícias, Sustentabilidade

Regularização ambiental no campo exige atenção redobrada para evitar multas e embargos

Regras mais rígidas e uso de satélites ampliam controle sobre propriedades rurais. Com o avanço da fiscalização automática e o endurecimento das regras ambientais, produtores rurais que não mantêm a propriedade regularizada estão mais expostos a multas, embargos e até bloqueio de crédito rural a partir de 2026. Especialista alerta que irregularidades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), intervenções sem licença e falhas documentais estão entre os principais motivos de autuações no campo. A regularização ambiental deixou de ser apenas uma exigência formal e passou a influenciar diretamente a rotina produtiva no campo. A partir de 2026, instituições financeiras devem intensificar a verificação da situação ambiental das propriedades antes da liberação de crédito rural, o que amplia os impactos para quem opera fora das regras. Segundo a Docente no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e especialista em direito ambiental e ecológico, Lívia Gaigher, o produtor precisa se antecipar. “Não espera a fiscalização bater à porta. É fundamental conhecer a situação ambiental da propriedade, revisar o Cadastro Ambiental Rural (CAR), confirmar Áreas de Preservação Permanente (APP) e reserva legal. Muitas multas nascem de erro de cadastro, não necessariamente de má-fé”, afirma. Atenção ao Cadastro Ambiental Rural O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é apontado como um dos principais pontos de atenção. De acordo com Gaigher, pendências ou inconsistências no sistema podem dificultar ou até impedir o acesso ao financiamento. “Os bancos utilizam o CAR como um filtro principal. Se houver passivo ambiental ou inconsistência, o crédito pode ser negado ou liberado com restrições”, explica. Além do impacto financeiro, a fiscalização também ganhou um novo perfil. Hoje, grande parte do controle é feita de forma remota, por meio de satélites, cruzamento de dados e drones, o que reduz a dependência de vistorias presenciais. “Existe uma capacidade tecnológica para identificar transformação do solo, limpeza de área, uso irregular de APP, construção de estradas internas, tudo isso sem a visita de um fiscal”, destaca a especialista. Infrações Comuns e Orientações Entre as infrações mais comuns estão o desmatamento sem licença, a queima irregular de resíduos, o uso inadequado de áreas de preservação permanente para pastagem, a abertura de estradas internas e a construção de pequenas barragens sem autorização. “Práticas que antes eram toleradas estão sendo tratadas com mais rigor, e o risco penal aumenta para quem opera sem licença ambiental”, alerta Gaigher. A orientação é que nenhuma intervenção seja feita sem autorização prévia do órgão ambiental, mesmo quando considerada de pequeno porte. “Desmatar, queimar, transformar o solo, abrir estradas ou construir represas sempre exige licença. O que parece pequeno hoje pode se tornar um problema grande amanhã”, reforça. Para evitar sanções, a especialista resume que o produtor precisa estar regular “no papel e na prática”, com documentação organizada, licenças em dia, descarte correto de embalagens de defensivos, outorga de uso da água e atenção às regras específicas do bioma e do estado. “Quem se antecipa reduz significativamente o risco de multas, embargos e perda de acesso ao crédito”, conclui. Fonte: RCN67.

Notícias, Sustentabilidade

O “RESET” DO PLANETA: Cientistas pedem reinicialização urgente do conceito de sustentabilidade.

Modelo de “pilares isolados” fracassou, diz equipe internacional. Nova proposta inverte a lógica: a natureza é a base absoluta, sustentando a economia que, só então, deve servir à sociedade. Pesquisa publicada na Nature em 2026 exige métricas além do PIB. Um manifesto assinado por mais de 1.800 cientistas de 72 países e divulgado no início de janeiro de 2026 durante o Fórum Econômico Mundial em Davos está gerando forte repercussão global: o atual modelo de “sustentabilidade” — baseado em crescimento verde, compensações de carbono, metas net-zero e relatórios ESG — não é mais suficiente para evitar o colapso ecológico e social. Os autores, entre eles nomes como Johan Rockström (Potsdam Institute) propõem um “reset radical” no conceito de sustentabilidade, com cinco pilares que vão muito além das soluções tecnológicas e de mercado dominantes hoje.   Os 5 pilares do “reset” proposto: Fim da ilusão do crescimento infinito: Os cientistas afirmam que o conceito de “desenvolvimento sustentável” foi sequestrado pelo crescimento econômico. A Terra já ultrapassou seis dos nove limites planetários (biodiversidade, ciclos biogeoquímicos, uso do solo, mudanças climáticas, acidificação oceânica e poluição química). Eles defendem a adoção do “pós-crescimento” ou “decrescimento planejado” em nações ricas. Redução drástica do consumo material dos ricos: O 1% mais rico do planeta emite mais carbono que os 66% mais pobres. O manifesto pede taxação progressiva global sobre patrimônio, consumo de luxo e emissões de alta intensidade (jatos privados, iates, criptomoedas de prova de trabalho, fast fashion de alta rotatividade). Democracia energética e alimentar real: Não basta instalar painéis solares e plantar árvores. É preciso descentralizar a produção de energia (comunidades energéticas) e de alimentos (agricultura regenerativa local), com controle comunitário sobre terra, água e sementes — contra a concentração em poucas corporações. Reparação ecológica e climática: Países ricos devem pagar reparação histórica (não apenas “financiamento climático” voluntário) para nações do Sul Global. Estimativa do manifesto: US$ 5–7 trilhões por ano até 2050, financiados por taxação sobre lucros corporativos globais, transações financeiras e combustíveis fósseis. Reforma radical da governança global: O manifesto defende a reforma da ONU (fim do veto no Conselho de Segurança), a criação de um Tribunal Internacional para Crimes Ambientais e a proibição legal de atividades econômicas que violem limites planetários (ex.: novas explorações de petróleo, gás e mineração em áreas de alta biodiversidade). Repercussão imediata A favor: Movimentos como Fridays for Future, Extinction Rebellion, Greenpeace Internacional e cientistas do IPCC aplaudiram o texto como “corajoso e necessário”. Contra: Setores econômicos (Fórum Econômico Mundial, grandes corporações, governos conservadores) classificaram a proposta como “irrealista”, “anticrescimento” e “utópica”. No Brasil: A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, elogiou a “coragem diagnóstica”, mas disse que o país “não pode parar de crescer para combater a pobreza”. Entidades do agronegócio e da indústria criticaram a proposta de taxação global. O desfecho até agora O manifesto “Reset da Sustentabilidade” já tem mais de 12 mil assinaturas adicionais de cientistas, ativistas e cidadãos comuns desde o lançamento. Ele será apresentado formalmente na COP31 (prevista para 2026, no Brasil) como base para um novo pacto global. A ciência está dizendo, com todas as letras: o modelo atual de sustentabilidade não está salvando o planeta — está apenas adiando o colapso enquanto mantém os lucros. O “reset” proposto é radical, mas os autores argumentam que qualquer coisa menos que isso será insuficiente. O Jornal 25News acompanha se essa chamada por reinicialização vai ganhar tração política ou se ficará apenas como mais um grito de alerta no vazio. Porque, como diz o próprio manifesto: “O tempo da meia-medida acabou. Ou resetamos a sustentabilidade, ou resetamos a civilização.” Fonte: Jornal 25 news.

Próximos Eventos

XV Encontro Internacional do CONPEDI – 2026

XV Encontro Internacional do CONPEDI Já está disponível o Edital do XV Encontro Internacional do CONPEDI que será realizado nos dias 27, 28 e 29 de maio de 2026 em Alicante, Espanha. Com o tema “Meio ambiente e sustentabilidade: perspectivas globais e locais na agenda 2030”, o evento que marca a décima quinta edição dos congressos internacionais do CONPEDI será um marco na história do Conselho. Edital: https://conpedi.org.br/wp-content/uploads/2025/12/EDITAL-XV-ENCONTRO-INTERNACIONAL-ALICANTE-ESPANHA.pdf

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